
Esta chuva deixa-me triste… com arrepios de alma gelada. É tristeza que me dá por motivo que não existe… é um entristecer que vem do nada. Não me apetece rimar, nem falar, nem escrever, nem… ser. Nada. Uma vontade parada. O que me apetece é ser ar, chorar, e muito me contradizer no falar e no escrever… dizer que me apetece ser… depois de afirmar não me apetecer nada… nem a mais pequenina coisa imaginada. Não quero! Quero que seja essa a minha vontade. Não! Já disse que não quero! E quero não o querer de verdade! Esta chuva é travão da alma. É morte lenta que me acalma. É a mágoa que vem do outro lado do existir. É… o preço de sentir.

